Este é um texto muito bacana de reflexão que disponibilizamos em nosso outro espaço..
http://escoladegentefeliz.blogspot.com.br/2016/01/a-ratoreira.html
Visitem-no para ler e imprimir a quem desejar...
Espero que estejam gostando do nosso NOVO BLOG!!!
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ESTRATÉGIA
Um senhor vivia sozinho em Minnesota. Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado. Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:
"Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorou flores e esta é a época certa para o plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão.
Com amor, Seu Pai."
Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:
"PELO AMOR DE DEUS, Pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos!"
Como as correspondências eram monitoradas na prisão, às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar qualquer corpo.
Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.
Esta foi a resposta:
"Pode plantar seu jardim agora, amado Pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer no momento."
O BÊBADO E A PROCISSÃO
Certa
vez, estava um bêbado no bar, quando passou a procissão. O pessoal vinha
compenetrado, mas era aquele tipo de procissão toda cheia de fitas coloridas,
bem ornamentada. O bêbado vê aquilo, levanta-se da cadeira na calçada e grita,
com voz de pingunço:
-
Olha a mangueira aí gente!!!!!!
Os
fieis se sentem ofendidíssimos! Dois, mais fortes, entram no bar e descem o
cacete no bêbado.
O
bêbado, todo machucado, se aproxima e fala, apontando o dedo:
-
Eu disse para tomar cuidado com a mangueira…
DO FILHO PRO PAI
-
Pai, posso fazer uma pergunta?
-
É lógico, meu filho. O que você quer saber?
-
O que é estar bêbado?
-
Olha meu filho, é simples. Estar bêbado é como se, po exemplo, em vez destas
duas cadeias, eu estivesse vendo quatro.
-
Mas pai, aí só tem uma cadeira!
HORAS DE SAUDADE
Tudo
vem me lembrar que tu fugiste,
Tudo
que me rodeia de ti fala.
Inda
a almofada, em que pousaste a fronte
O
teu perfume predileto exala
No
piano saudoso, à tua espera,
E
a valsa entreaberta mostra a frase
A
doce frase qu’inda há pouco lias.
As
horas passam longas, sonolentas…
Desce
a tarde no carro vaporoso…
D’Ave-Mariao
sino, que soluça,
É
por ti que soluça mais queixoso.
E
não vens te sentar perto, bem perto
Nem
derrama ao vento da tardinha,
A
caçoula de noas rutilantes
Que
tua alma etornava sobre a minha.
E,
quando uma tristeza irresistível
Mais
fundo cava-me um abismo n’alma,
Como
a harpa de Davi teu riso santo
Meu
acerbo sobrer já não acalma.
É
que tudo me lembra que fugiste.
Tudo
que me rodeia de ti fala…
Como
o cristal da essência dp oriente
Mesmo
vazio a sândao trescala.
O
ramo curvo o ninho abandonado
Relembra
o pipilar do passarinho.
Foi-se
a festa de amores e de afagos…
Eras
– ave do céu… minh’alma – o ninho!
Por
onde trilhas – um perfume expande-se.
Há
ritmo cadência no teu passo!
És
como a estrela, que transpondo as sombras,
Deixa
um rastro de luz no azul do espaço…
E
teu rastro e mor guarda minh’alma,
Estrelaque
fugiste aos meus anelos!
Que
levaste-me a vida entrelaçada
Na
sombra sideral de teus cabelos!...
Castro
Alves
HISTÓRIA DE TRANCOSO
Certo
dia, um fazendeiro podre de rico encontrou na estrada um padre medrosão que
tinha medo de curupira. Mais adiante, os dois conheceram um roceiro com cara de
bobo e voz de taquara rachada.
Os
três descobriram que não gostavam de viajar solitários: a viagem pormetia ser
longa e o caminho, deserto. Resolveram formar um cortejo: o padre e o
fazendeiro montados em bons cavalos. O roceiro, num burro velho.
Os
três viajantes pararam numa venda. Comeram jabá, com feijão e mandioca, depois
um copo de jurubeba.
Antes
de dormir, não é que o dono da venda pegou um queijo e cabra e deu de presente
para eles? Tão pequetitinho que nem dava para dividir.
O
padre, que era muito sabdo, deu uma ideia:
Dormiram
que deus deu. No canto do primeiro galo pularam da cama, selaram os cavalos
enquanto o roceiro ajeitava seu burro velho. Engoliram café com vento… e pé na
estrada.
A
fome apertou, o padre foi contando o seu sonho:
-
Sonhei com uma grande escada de ouro, cavejada de marfim. Começava juntiho do
meu travesseiro… furava as nuvens lá em riba… ia subindo, subindo… e sabem onde
terminava?
-
Não – respondeu o fazendeiro.
-
No céu. Ninguém pode senhar com coisa mais bonita. Conforme o combinado, o
queijo é meu.
-
Pois eu – disse o fazendeiro, picando o rolo de fumo – sonhei com um lugar
iluminadão. Só que não tinha lâmpadas.
-
Como não tinha lâmpadas? – perguntou o padre.
-
A luz nascia das coisas – explicou o fazendeiro.
-
Vocês já viram um cacho de banana servindo de lustre? Pois nesse lugar tinha.
Já viram areia de prata de puro diamante? Pois era assim nesse lugar que
sonhei.
-
E pode-se saber que lugar era esse? – perguntou o padre, sem jeitão.
-
O céu. Você sonhou com a escada pro céu. Eu sonhei que já estava lá. Conforme o
combinado, o queijo é meu. – O fazendeiro foi abrindo o surrão para pegar o
queijo. Jacaré achou? Nem ele.
-
Ué! Onde se meteu o danado?
-
Agora que vocês contaram o sonho – falou o roceiro – tenho uma coisa pra contar.
O
padre e o fazendeiro olharam o roceiro de banda.
-
Cês não ouviram um barulho de noite? Pois era eu que me levantei pra comer o
queijo. Como vocês estavam no céu, achei que não precisavam mais do queijo.
Joel
Rufino dos Santos. História de Trancoso. Ática.
O VELHO E SEU NETO
Irmãos Grimm
Era
uma vez um velho muito velho, quase cego e surdo, com os joelhos temendo.
Quando se sentava à mesa para comer, mal conseuia segurar a cler. Derramava
sopa na toalha e, quando, final,
acertava a boca, deixava sempre cair um bocado pelos cantos.
O
filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo.
Finalmente, acabaram fazendo o velho sentar num canto atrás do fogão.
Levavam
comida para ele numa tigela de barro e – o que era pior – nem lhe davam o bastante.
O
velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de
lágrimas.
Um
dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela se
quebrou. A mulher ralhou com ele, que não disse nada, só suspirou.
Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto
do velho, que era um menino de quatro anos, estava brincando com uns pedaços de
pau.
- O que é que você está fazendo? – perguntou o pai.
O menino respondeu:
- Estou fazendo um cocho, para papai emamãe poderem comer
quando eu crescer.
O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e
círam no choro. Depois disso, trouxeram o avô de volta para a mesa. Desde então
passaram a comer todos juntos e, mesmo quando velho derramava alguma coisa,
ninguém dizia nada.
Tradução de Ana Maria Machado
RECOMEÇAR…
Não importa onde você
parou… em que momento da vida você cansou… o que importa é que sempre é
possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma
nova chance a si mesmo… é renovar as esperanças na vida e o mai importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse
período? Foi aprendizado…
Chorou muito? Foi
limpeza da alma…
Ficou com raiva das
pessoas? Foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por
diversas vezes? É porque fechaste aporta até para os anjos…
Acreditou que tudo
estava perdido? Era o inicio da tua melhora…
Pois é… agora é hora
de reiniciar… de pensar na luz… de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Quer um corte de
cabelo arrojado… diferente?
Um novo curso… ou
aquele velho desejo de aprender a pintar… desenhar… dominar o computador… ou
qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo
sozinho? Besteira… tem tanta gente que você afastou com o seu “período de
isolamento”… Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar”
perto de você.
Quando nos trancamos
na tristeza… nem nós mesmos nos
suportamos… ficamos horríveis… o mal humor vai comendo nosso fígado… até a boca
fica amarga.
Recomeçar… hoje é um
bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer
chegar?
Ir alto… sonhe alto…
queira o melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensndo assim
trazems pra nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno… coisas pequenas
teremos… já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo
melhor… o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da
faxina mental… joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho de coisas
tristes… fotos… peças de roupa, papel de bala… ingressos de cinema, bilhetes de
viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos
apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmenre… esvazie seu coração… fique
pronto para a vida… para um novo amor…
Lembre-se que somos
apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de
contas… nós somos o Amor.
Porque sou do tamanho
daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.
Carlos Drummond de Andrade
A volta
CRÔNICAS
A VOLTA (I)
Luís Fernando Veríssimo
Da
janela do trem o homem avista a velha cidadezinha que o viu nascer. Seus olhos
se enchem de lágrimas. Trinta anos. Desce na estação - mesma do seu tempo, não mudou nada – e
respira bem fundo. Até o cheiro é o mesmo! Cheiro de mato e poeira. Só não tem
mais cheiro de carvão porque o trem agora é elétrico. E o chefe da estação,
será possível? Ainda é o mesmo. Fora a careca, os bigodes brancos, as rugas e o
corpo encurvado pela idade, não mudou nada.
O
homem não precisa perguntar como se chega ao centro da cidade. Vai a pé,
guiando-se por suas lembranças. O centro continua como era. A praça. A igreja.
A prefeitura. Até o vendedor de bilhetes na frente do Clube Comercial parece o
mesmo.
-
Você não tinha um cachorro?
-
O Cusca? Morreu, ih, faz vinte anos.
O
homem sabe que subindo a rua Quinze vai dar num cinema. O Elite. Sobe a rua
Quinze. O cinema ainda existe, mas mudou de nome. Agora eo Rex. Do lado tem um
confeitaria. Ah, doces da infância… Ele entra na confeitaria. Tudo igual. Fora
o balcão de fórmica, tudo igual. Ou muito se engana ou o dono ainda é o mesmo.
-
Seu Adolfo, certo?
-
Lupércio.
-
Errei por pouco. Estou procurando a casa onde nasci. Sei que ficava do lado de
uma farmácia.
-
Qual delas, a Progresso, a Tem Tudo ou a Moderna?
-
Qual é a mais antiga?
-
A Moderna.
-
Então é essa.
-
Fica na Voluntários da Pátria.
Claro.
A velha Voluntários. Sua casa está lá, intacta. Ele sente vontade de chorar. A
cor era outra. Tinham mudado a porta e provavelmente emparedado uma das
janelas. Mas nõ havia dúvida, era a casa da sua infância. Bateu na porta. A
mulher que abriu lhe parecia vagamente familiar. Seria…
-
Titia?
-
Puluca?
-
Bem, meu nome é…
-
Todos chamavam você de Puluca. Entre.
Ela
lhe serviu licor. Perguntou por parentes que ele não conhecia. Ele perguntou
por parentes que ela não se lembrava. Conversaram até escurecer. Então ele se
levantou e disse que precisava ir embora. Não podia, infelizmente, demorar-se
em Riachinho. Só viera matar a saudde. A tia parecia intrigada.
-
Riachinho, Puluca?
-
É, por quê?
-
Você vai para Riachinho?
Ele
não entendeu.
-
Eu estou em Riachinho.
-
Não, não. Riachinho é próxima parada do
trem. Você está em Coronel Assis.
-
Então eu desci na estação errada!
Durante
alguns minutos os dois ficaram se olhando em silêncio. Finalmente a velha
perguntou:
-
Como é mesmo o seu nome?
Mas
ele já estava na rua, atordoado. E agora? Não sabia como voltar para a estação,
naquela cidade estranha.
VERÍSSIMO,
Luís Fernando. Festa de criança. São Paulo. Ática, 200, p. 117-118.
CARTA ERRANTE, AVÓ ATRAPALHADA
Mirna Pinsky
MENINA ANIVERSARIANTE
-
Ora, porque os outros dois moram aqui – eu lhe respondi.
-
Então você gosta mais desses dois do que dos outros quatro?
Achei
tão engraçado que fiquei rindo sozinha um bocado de tempo. Não, gosto de todos
da mesma maneira, mas eu vim para cá perseguindo um sonho. Sempre, desde que
saímos da Polônia, quis vir morar em Israel. Você é muito nova, mas talvez poss
compreender o que seja perseguir um sonho. vocÊ certamente tem vários e as
pessoas novas não imaginamque as velhas também tem. E mais do que isso: não
imaginam que essas mais velhas vão ter coragem de levar adiante e concretizar
esse sonho. E quanto maior, mais complicado, mais difícil de concretizar – é o
que todos acham. E estão certos, claro! Na minha idade se pensa muito tempo pra
fazer uma mudança. E agora tenho muito orgulho de ter conseguido.
Principalmente porque deu certo: sou muito feliz aqui.
-
Mas você mora sozinha! É muito chato viver sozinha, vovó! Não dá medo, vovó? –
você perguntou.
Não
dá. O que dá, às vezes, é muita saudade, mas eu gosto do meu lugarzinho, das
minhas plantinhas, dos meus bibelozinhos, das minhas fotogrfias. Sabe de uma
coisa que eu descobri recentemente, minha netinha? É que se a gente conseguiu
encher a vida com coisas boas, quando a gente fica mais velha não precisa de
alguém vivendo junto o tempo todo. Aqui eu tenho sempre muitas visitas. Algumas
ficam dois dias, outras uma semana, outras algumas horas. E eu vivo muito muito
bem assim.
É
bem verdade que estou sempre fazendo trapalhadas. Esqueço se já reguei as
plantinhas, confundo, às vezes, os dias da semana e uso canetas erradas para
escrever cartas para netinhas… Pois é, imagine que quando comecei esta carta
não reparei que tinha pego aquela caneta maluca com tinta que apaga depois de
algum tempo. Aquela ‘caneta de espião’ que você me deu de presente, lembra-se?
E agora que já rabisquei três páginas, tenho preguiça de copiar tudo de novo.
Acho que o melhor que tenho a fazer é ir terminando, masmo sem contar todas as
minhas lembranças…
Prometo
contar o que aconteceu com o gatinho da jangada que encontramos no rio quando
for visitar vocês. Porque a surpresa eu deixo para o fim: vou para o Brasil,
mas desta vez vou fazer uma surpresa de verdade. Só você e eu vamos saber. Não
vou escrever nem pra sua mãe nem para qualquer um de seus tios. Vai ser surpresa
mesmo!
E
agora vou colocar esta carta no envelope – ainda bem que ele já está endereçado
– e correr té o correio.
Não
consigo me lembrar depois de quanto tempo a tinta começa a desaparecer…
PINKY,
Mirna. Carta errante, avó atrapalhada, menina aniversariante. São Pulo: ftd,
1994, p. 38-42.
A ROUPA NOVA DE REI
Era
uma vez um rei. Muito rico e muito prosa.
Um
dia apareceram uns homens que vieram vender para ele um tecido para fazer uma
roupa.
Mas,
antes de mostrar o tecido, eles disseram que era um pano tão fantástico, que só
as pessoas muito espertas conseguiam ver.
Então
eles abriram uma mala e começaram a tirar o tecido.
Tirar
o tecido? Que nada!
Eles
fingiam que tiravam, mas não havia nada na mala.
Então
as pessoas que estavam perto do rei começaram a fingir que estavam vendo o pano
para não passarem por bobos.
E
o rei?
O
rei também não queria passar por bobo, então ele fingia que estava vendo o
tecido:
-
Que mravilha, que cores tão lindas! Que brilho!
E
quanto mais o rei fingia que estava vendo alguma coisa mais as pessoas também
fingia:
-
É muito lindo!
-
É fantástico!
-
Nunca se viu um pano mais bonito!
Então
o rei encomendou al alfaiate que fizesse uma roupa muito linda para ele, que
ficasse pronta para uma grande festa que ia haver.
O
alfaiate fez como todo munod. Também fingiu que experimentou a roupa no rei e
tudo.
E
no dia da festa, o lfaiate ajudou o rei a vestir a roupa que não existia. O rei
saiu para a rua nuzinho, nuzinho!
As
pessoas bem que viram que ele não estava vestido, mas fingiam que estavam vendo
a roupa para que não pensassem que elas eram idiotas. Só que no meio do povo
havia uma criança, que não estava nem ligando que achassem que ela era boba e
que começou a gritar:
-
Olha só! O rei está nu! O rei está nu!
A
pessoas em volta diziam:
-
Cala a boca, vão pensar que você é tola!
Mas
a menina nem ligava:
-
O rei está nu! Está nuzinho da silva!
E
então todos perceberam que tinham sido enganados, que eles eram muito bobos por
repetir o que os outros diziam.
E
o rei também percebeu e saiu correndo para o palácio, muito envergonhado.
-
Que bobo que eu sou! Se eu tivesse dito o que pensava não fazia papel de
idiota!
Adaptação
do conto de HANS CHRISTIAN ANDERSEN
MAIS UM NOVO DIA
MAIS UM NOVO DIA
Aqui
estamos nós.
Aí
está você.
O
importante mesmo é saber se você está ai e bem.
Seja
como for, você acaba de ganhar mais um dia de presente para viver.
Por
isso, comemore este novo dia. Agradeça.
A
partir de agora você retoma o contato com a magia de fazer parte da raça humana.
Viva
este evento como algo fantástico.
Afinal,
você também é um milagre da natureza.
Cada
manhã traz a oportunidade de sintonia com o universo por meio de múltiplos
canais de percepção.
Enquanto
você está no silêncio, na intimidade dos seus pensamentos, nos desvaneios do
espírito da rotina de mais um despertar, a vida se revela…
Emocione-se
com os fenômenos da natureza, a chuva, o vento, as nuvens, os trovões, os
primeiros raios de sol que estão começando a colorir o céu…
E,
principalmente, emocione-se porque você faz parte dese espetáculo…
Esperamos
demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só nos dá um dia de
cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã.
Enquanto
lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivéssemos à nossa disposição um
estoque inesgotável de tempo.
Esperamos
demais para dizer as palavras de perdão que devem ser ditas, para por de lado
os rancores que devem ser expulsos, para expressar gratidão, para dar ânimo,
para oferecer consolo.
Esperamos
demais para ser generosos, deixando que a demora diminua a alegria de dar
espontaneamente.
Esperamos
demais para ser pais dos nossos filhos pequenos, esquecendo quão curto é o tempo
em que eles são pequenos, quão depressa a vida os faz crescer e ir embora.
Esperamos
demais para dar carinho aos nossos pais, irmãos e amigos.
Quem
sabe quão logo será tarde demais?
Esperamos
demais para enunciar as preces que estão esperando para atravessar nossos
lábios, para executar as tarefas que estão esperando para serem cumpridas, para
demonstrar o amor, que talvez não seja mais necessário amanhã.
Esperamos
demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenharmos no palco.
Deus
também está esperando, esperando nós pararmos de esperar.
Esperando
nós começarmos a fazer agora tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos
foram dados.
Autoria
desconhecida
DE PAI PARA FILHO
DE PAI PARA FILHO
-
Filho, está vendo este relógio? Era do meu bisavô. Depois, passou para o vovô,
para o meu pai, que o passou para mim. Agora, chegou a sua vez.
- Sim,
papai – diz o moço com lágrimas nos olhos. E o pai:
-
Quer comprar?
LÓGICA TOTAL
-
Essas vacas dão muito leite?
-
As maiáda ou as marrom?
-
Pode ser as malhadas.
-
Uns 12 litro por dia!
-
E as marrons?
-
Também, 12 litro.
-
Elas comem o quê?
-
As maiáda ou a marrom?
-
Sei lá… as marrons!
-
É pasto e sal.
-
Hum! E as malhadas?
-
Também!
-
Escuta aqui, amigo! Por que esse negócio de malhada ou arrom, se é tudo a mesma
resposta?
-
É que as maiáda é minha!
-
E as marrons?
-
Também!
O PREÇO DO AMOR
Uma
tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e
entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito. Depois que ela secouas mãos e
tirou o avental, ela leu:
-
Cortar a grama do jardim: R$ 3.
-
Por limpar meu quarto esta semana: R$ 1.
-
Por ir ao supermercado em seu lugar: R$ 2.
Por
cuidar de meu irmãozinho, enquanto você vai às comprar: R$ 2.
-
Por tirar o lixo toda a semana: R$ 1.
-
Por ter um boletim com boas notas: R$ 5.
- Por limpar e varrer o quintal: R$2.
-
Total da dívida: R$16.
A
mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa. Finalmente, ela pegou u
lápis e no verso da mesma nota escreveu:
-
Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida: nada!
-
Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti: nada!
-
Pelos problemas e pelos prantos que me causastes: nada!
-
Pelo medo e pelas preocupações que me esperam: nada!
-
Por comidas, roupas e brinquedos: nada!
-
Por limpar-te o nariz: nada!
-
Custo total de meu amor: nada!
Quando
o menino terminou de ler o que sua mãe havia escrito, tinha os olhos cheios de
lágrimas. Olhou no olhos da mãe e disse:
-
Eu te amo, mamãe!
Logo
após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme:
“TOTALMENTE
PAGO”.
Assim
somos nós adultos, como crianças, querendo rempensa por boas ações que fazemos.
É difícil entender que a melhor recompensa é o amor que vem de Deus.
E
para nossa sorte ela é grátis. Basta querermos recebê-lo em nossas vidas.
Autoria
Desconhecida
O AMOR É UM HINO
Ninguém
se julga verdadeiramente feliz! Sempre há alguma coisa, que em nossa concepção, atrapalha.
Mas
quem pensa que é feliz deixa de ser, porque a felicidade não se pesa, não se
mede mem se conta: e só somos felizes, quando menos julgamos ser.
A
multidão caminha, e nessa multidão os mais diversos dramas…
São
pais acabrunhados à procura de uma solução para os deslizes do filho. São mães
desesperadas pelos caminhos que a filha insiste em seguir. São jovens
incompreendidos, traumatizados, em busca da felicidade de que tanto ouvem
falar, são crianças qu não sabem o que vieram fazer, para que vieram, e que não
têm a alegria de um afeto verdadeiro.
São
as pessoas em busca desesperada do amor. O amor! Mas o que é o amor?
Mas
a escola da vida, que nem sempre tem grandes mestres, ensina-nos que o amor só
é representado de afeto, carinho material entre duas pessoas.
Entretanto,
esse é o amor mais vulnerável e inconstante, que em vez de perpetar encontros e
imortalizar momentos, arasta a hmanidade aos maiores desvarios, aos mais
deploráveis ridículos e, às vezes, a impiedosas decadências morais.
O
amor é lindo, e ele existe ainda entre duas pessoas que se ataem fisicamnte,
por que não? Mas, para perdurar, é preciso ter algo além da atração física: é
necessário muito mas do que um beijo, um abraço, um rosto bonito.
Como
a planta, o amor só brota em terra boa, regada com afeto e compreensão e, sobretudo,
sinta do exterior o mais importante: o calor humano. O amoré uma espécie de
anestesia para as agulhadas do destino.
Ame
e você sentirá isso. Ae sem interesse, sem egoísmo… Ame a rosa, o céu, as
matas, os montes, os amigos, inimigos, irmãos, pais, filhos…
Ame
e um novo mundo se abrirá à sua frente…
O
amor é um hino.
Autoria
Desconhecida
COMO FUNCIONA O MUNDO CORPORATIVO
COMO FUNCIONA O MUNDO CORPORATIVO
O
gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era
produtiva sem supervisão, seria mais se fosse supervisionada. E colocou uma
barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como
supervisora.
A
primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída
da formiga.
Logo,
a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e
contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlaras ligações
telefônicas.
O
marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu gráficos com
indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões. A barata,
então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga, produtiva e feliz, começou a se lamentar daquela movimentação
de papéis e reuniões!
O
marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área
onde a formiga, produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra,
que mandou colocar carpete o seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A
nova gestora cigarra precisou de um computador e de uma assistente, a pulga
(sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano
estratégico d melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava
a formiga,que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A
cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo de que era preciso fazer um
estudo de clma. Mas o marimbondo, ao rever ascifras, se deu conta de que a
unidade naqual a formiga trabalhava já não rendia como antes e conntratou a
coruja, uma prestigiada e famosa consultora, para que fizese um
diagnóstico situação. A coruja
permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com
vários volumes que concluía:
E
adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
A
formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.
Já
viu esse filme antes?
Bom
trabalho a todas as formigas!”
Autoria
Desconhecida
CHATEAR E ENCHER
Paulo
M. Campos
Um
amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim:
você telefona para um escritório qualquer na cidade.
-
Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?
-
Aqi não tem nenhum Valdemar.
-
Mas não é do número tal?
-
É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.
Mais
cinco minutos você liga o mesmo número:
-
Por favor, o Valdemar já chegou?
-
Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca
trabalhou aqui?
-
Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
-
Não chateia.
Daí
a dez minutos, liga de novo:
O
outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até
aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez miutos, faça uma nova
ligação:
-
Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim
Para
gostar de ler. Vol. 2. Crônicas. 9 Ed. São Paulo: Ática, 1988, p. 35.
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