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Produção de texto - parlendas

Trabalhar com a produção escrita de uma parlenda já memorizada oferece diversas vantagens para pessoas em processo de alfabetização, tanto no ensino fundamental quanto na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Primeiramente, as parlendas, por serem rimas curtas e de fácil memorização, facilitam a associação entre sons e grafias, essencial para o desenvolvimento da consciência fonológica. Além disso, essa prática estimula a fluência e a familiaridade com a estrutura da língua escrita, uma vez que os alunos já conhecem o conteúdo de memória, permitindo que se concentrem mais na forma de escrever. A repetição e o ritmo característicos das parlendas também tornam o aprendizado mais lúdico e significativo, promovendo o engajamento e a motivação dos alunos. Por último, a utilização de parlendas contribui para a valorização da cultura popular e da tradição oral, enriquecendo o repertório cultural dos estudantes.











FOLCLORE BRASILEIRO


DANÇAS TÍPICAS BRASILEIRAS


Jongo





O jongo, originário de Angola, também conhecido pelos nomes de angona, angoma, angome, pertence ao ramo das danças sagradas. Os folcloristas justificam a sua classificação como dança religiosa, contando a seguinte história: "O jongo nasceu de Nossa Senhora, quando ela soube que Jesus Cristo tinha ressuscitado saiu com um apitinho na boca dançando o jongo". O jongo é uma das danças prediletas dos negros. É dançada a céu aberto, em terreiro, à noite, e, às vezes prolonga-se até o raiar do sol. Instrumentos musicais: tambor, chocalho, puíta, cuíca.
Coreografia: o jongo compõe-se de duas partes: uma, constante de pontos de demanda ou de desafio, na qual os participantes procuram decifrar os "pontos" do cantador; e a outra, de ponto de visaria, de música para dançar. O jongo é dançado à luz da fogueira. Um tambor marca o ritmo e o compasso. Há um cantador. Os figurantes formam um grande círculo, sem limitação de número, sendo, geralmente, numeroso. Os pares solistas dançam no meio do círculo, desenvolvendo verdadeiros duelos de danças. O jongo tem passos complicados e contorsões que exigem ginástica e prova de agilidade. Os passos são deslizantes, para frente, com o pé alternadamente, ao fim de cada deslizamento, faz um curto pulo ao avançar o pé de trás. Giram o corpo. Estando de frente, o par vira-se e defrontam-se ambos, mudando os passos, ora para frente, ora para trás, duas vezes. Depois giram os homens; ao girarem ficam novamente de costas para as mulheres. Elas, também, às vezes dão meia-volta e defrontam-se com os homens que estão atrás. Dão com eles um passo curto, para frente, ao lado direito e balanceiam para trás, depois de um balanceio para a esquerda e voltam-lhe as costas novamente. O par, de frente, conta 1, 2, 3 e balanceia o corpo para o lado oposto um do outro. Depois roçam os corpos, dando um toque altamente sensual à dança.


Extraído do blog: http://educacaofisicabb.blogspot.com.br/2011/05/dancas-folcloricas-regionais.html











































O Saci-Pererê

O Saci-Pererê é uma das figuras mais emblemáticas do folclore brasileiro, conhecido por sua personalidade travessa e brincalhona. Representado como um menino negro de uma só perna, ele é frequentemente visto com um cachimbo na boca e usando um gorro vermelho que lhe confere poderes mágicos, como o de se tornar invisível ou de se transportar instantaneamente para outro lugar. Suas travessuras incluem assustar animais, espalhar pequenos desastres domésticos, como apagar o fogo da cozinha ou embaraçar os cabelos das pessoas enquanto dormem, e desaparecer deixando apenas uma risada distante. Apesar de suas brincadeiras, o Saci é também visto como um guardião das florestas, protegendo a natureza e os animais. Originário das culturas indígena e africana, o Saci é um símbolo da resistência, da astúcia, do espírito livre e da capacidade de sobrevivência desses povos, adaptando-se e ganhando novas interpretações com o passar do tempo. Essas características podem inspirar debates interessantes sobre a história e a sociedade brasileira. Além disso, introduzir o Saci-Pererê e outras lendas do folclore nas atividades escolares estimula a criatividade e a imaginação dos alunos, promovendo um aprendizado mais dinâmico e engajador. Através de sua história e das inúmeras narrativas que o cercam, é possível abordar temas como a diversidade cultural, o respeito às diferentes tradições e a importância da preservação do patrimônio imaterial. Assim, trabalhar com o Saci-Pererê nas escolas não apenas enriquece o currículo educacional, mas também contribui para a formação de cidadãos mais conscientes de suas raízes e da pluralidade cultural do Brasil.

Origem da Lenda

Originário entre os índios Guarani na região Sul do Brasil, inicialmente denominado "çaa cy perereg" no idioma tupi-guarani, o Saci atravessou fronteiras, influenciando não apenas o Brasil, mas também se fazendo presente nas tradições orais de países vizinhos, mostrando o quão marcante e universal pode ser uma lenda nascida em solo brasileiro. A riqueza cultural dessa lenda reflete a complexidade das tradições indígenas e a sua capacidade de se adaptar e se integrar com outras culturas, tornando o Saci-Pererê um símbolo poderoso da identidade cultural brasileira.


Clique aqui para baixar a máscara em PDF: Máscara


As lendas também falam que, para capturá-lo, é necessário jogar uma peneira no meio de um redemoinho. Aquele que o captura deve retirar seu gorro, e, com isso, o saci perde seus poderes sobrenaturais. Em seguida, deve ser preso em uma garrafa, e então uma cruz deve ser desenhada nela para impedir que ele fuja.

Por fim, a lenda do saci fala que ele vive por 77 anos. Depois desse tempo, ele se transforma em um cogumelo venenoso ou em outro cogumelo conhecido como “orelha-de-pau”.


Para baixar em PDF, clique em: Saci na garrafa